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Entregadores de aplicativos de delivery em ação na rua com tecnologia digital ao fundo

iFood, Keeta e 99Food: O Novo Cenário do Delivery no Brasil

Nos últimos anos, a forma como brasileiros pedem comida mudou radicalmente. Tudo ficou tão simples, tão rápido… mas será mesmo que entendemos como chegamos aqui? Hoje, olhar para o cenário do delivery no Brasil é testemunhar uma batalha repleta de gigantes, inovações e oportunidades.

A ascensão do iFood: de pequeno para gigante

Dificilmente alguém nunca usou ou pelo menos ouviu falar do iFood. Não por acaso. A plataforma domina mais de 70% do mercado de delivery de comida no Brasil. São impressionantes 55 milhões de usuários ativos, mais de 200 milhões de pedidos a cada mês, 360 mil entregadores cadastrados e atuação em 1.500 cidades. O domínio é tanto que o iFood praticamente eliminou seus antigos concorrentes do cenário brasileiro. Rivais como Uber Eats, Glovo, PedidosJá, HelloFood e até mesmo a primeira versão da 99Food deixaram o país, cada um com seus motivos. Já empresas focadas em outros tipos de entrega direcionaram esforços a mercados diferentes, como mercados e farmácias.

O iFood é, hoje, o maior nome do delivery no Brasil.

Curioso notar que essa hegemonia tem raízes longas. Lá em 1997, ainda na era telefônica, surgiu o Disk Cook. Era simples e nada tecnológico: basicamente, um serviço para pedir comida por telefone. Só em 2011, quatro empreendedores ousaram transformar o cenário nacional lançando o iFood, agora como uma plataforma digital. Esse salto digital acelerou muito em 2013, quando a startup recebeu grandes investimentos da Movile, sob comando de Fabrício Bloisi, e da britânica Just Eat. Com o aporte, vieram aquisições de rivais, investimentos fortes em tecnologia e promoções agressivas. Foi construindo, pouco a pouco, algo que beira o monopólio.

Para quem trabalha no setor, acompanhar essa trajetória é quase uma obrigação. Plataformas de apoio ao empreendedor, como a Chefia, mostram como decisões sobre presença nas plataformas ou adaptação às novas ferramentas podem mudar o futuro de um negócio de alimentação.

A chegada dos gigantes chineses: keeta e o novo jogo

Eis que, quando tudo parecia definido, surge “algo novo no horizonte”. Em 2024, uma mudança gigantesca se anuncia com a chegada da Meituan, maior plataforma de delivery do mundo, trazendo a marca Keeta para o Brasil.

Logotipo Keeta em grande prédio espelhado em cidade grande Os planos são ambiciosos: investir US$ 1 bilhão (R$ 5,6 bilhões) em cinco anos, buscando conquistar rapidamente o mercado. A receita é conhecida entre empresas globais:

  • Subsídios e descontos para restaurantes, permitindo melhores margens e preços menores ao consumidor
  • Bônus e incentivos para entregadores
  • Experiências inovadoras, com entregas por drones já em fase de testes

É uma estratégia agressiva, especialmente em um ambiente onde o consumidor está cada vez mais sensível ao preço (e à velocidade de entrega). A chegada da Keeta pressiona o iFood e aumenta o leque de escolhas, mas isso também traz alguns riscos e perguntas.

A volta da 99Food e o poder da integração

Parecia improvável um retorno, mas aconteceu. A 99Food está de volta ao mercado, agora controlada pela gigante chinesa Didi. Desta vez, o investimento é robusto: R$ 1 bilhão para convencer restaurantes, entregadores e clientes. Entre as estratégias:

  • Taxa zero para restaurantes por até dois anos
  • Integração total com o app de transportes 99, aproveitando a gigantesca base de motoristas e passageiros
  • Poder de fogo financeiro extra para promoções e subsídios

Esse movimento é visto como um divisor de águas para quem atua (ou deseja atuar) no mercado de food service. A facilidade de integração com outros serviços pode mudar totalmente o jogo – e é um ponto que a plataforma Chefia recomenda acompanhar de perto. Imagine um restaurante usando automação para integrar pedidos de food service, supermercados e farmácias de modo quase simultâneo.

A decisão do Cade e o fim dos contratos de exclusividade

Enquanto as gigantes investem, o ambiente regulatório também mudou. Em 2023, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) decidiu proibir contratos de exclusividade firmados pelo iFood com restaurantes e estabelecimentos do setor alimentício. Esses contratos foram considerados abusivos, limitando a livre concorrência.

O mercado de delivery ficou, enfim, mais aberto para todos.

Agora, os contratos de exclusividade estão limitados em duração e alcance. Essa decisão facilitou a volta e expansão de concorrentes, criando um ambiente de competição mais intenso e, aparentemente, mais saudável. Restaurantes têm liberdade maior para operar em múltiplas plataformas, o que pode significar negociações melhores e condições mais vantajosas.

Disputas judiciais no centro do palco

Batalha simbólica entre Keeta e 99Food em tribunal digital Nesse cenário acirrado, surgem também conflitos. Em um processo recente, a 99Food acusa a Keeta de copiar sua identidade visual. A briga se estende para o outro lado: a Keeta afirma que a 99 impõe restrições ao limitar restaurantes para operar apenas em algumas poucas plataformas. O resultado, até aqui, foi mais ruído na mídia e ansiedade no setor do que reformas práticas. Mas, para quem está pensando em investir ou já depende dessas plataformas, acompanhar essas disputas faz parte do dia-a-dia.

A resposta do iFood: resistência e diversificação

É impossível ignorar o impacto dessas mudanças sobre o iFood. O domínio de mercado, construído ao longo de anos, é colocado à prova por iniciativas agressivas dos novos entrantes. O iFood age:

  • Anuncia novos pacotes de investimento para ampliar tecnologia, suporte a restaurantes e benefícios para entregadores
  • Foca na fidelização de restaurantes – fortalecendo programas de pontos, suporte e ferramentas exclusivas de marketing
  • Começa a ampliar sua atuação para entregas de supermercados e farmácias, expandindo o portfólio de soluções tecnológicas e promocionais

A Chefia observa que, para restaurantes e profissionais do setor, essa movimentação pode indicar oportunidades no curto prazo, especialmente onde há forte competição por oferta de taxas menores e melhores condições de integração tecnológica.

Impactos para todos: consumidores, restaurantes, entregadores e investidores

Com tantas mudanças em tão pouco tempo, o mercado de delivery de comida no Brasil parece estar em ebulição contínua. Mas quem realmente se beneficia – ou sofre – nesse novo cenário? As respostas variam.

Impactos para consumidores

Mais concorrência normalmente significa preços mais baixos e serviços mais rápidos. A expectativa de entregas por drone, ofertas e promoções frequentes faz brilhar os olhos de muitos consumidores.

Quando o incentivo acaba, será que os preços continuam baixos?

O risco é claro: boa parte dessas vantagens depende de campanhas promocionais e subsídios temporários. O que acontece quando o incentivo some? Esse é o ponto delicado que preocupa quem gosta de pedir comida por aplicativo quase todo dia.

Impactos para restaurantes

Para quem opera restaurantes, o cenário traz alívio, mas exige adaptação. O fim dos contratos de exclusividade e o ingresso de plataformas oferecendo taxas zero tornam o ambiente mais respirável.

  • Redução das taxas sobre vendas em curto prazo
  • Maior poder de negociação com múltiplas plataformas
  • Desafio de adaptar processos e tecnologia para integrar sistemas diferentes

Aqui, plataformas como Chefia desempenham um papel fundamental ao orientar estabelecimentos na escolha das melhores soluções, integração de pedidos e até automatização de ofertas e promoções de acordo com a demanda de cada canal.

Impactos para entregadores

Pelo lado dos entregadores, há a promessa de bônus generosos e até de renda mínima garantida por pedido realizado. O cenário pode melhorar, mas junto chegam dúvidas.

  • Como ficam as condições de trabalho após o fim dos incentivos?
  • Existe risco de precarização quando a disputa pelo preço se intensifica?

Não há respostas prontas. O equilíbrio entre ganhos, segurança e autonomia seguirá sendo uma das principais pautas para quem vive da entrega profissional.

Motoboy com mochila de entrega segurando smartphone aberto em vários aplicativos Impactos para investidores

Não faltam debates entre investidores: será que monopólios digitais podem ser quebrados? Ou gigantes internacionais realmente têm fôlego para bancar bilhões em investimentos até conquistar espaço no Brasil?

  • De um lado, há o histórico de domínio do iFood, firme e com forte controle operacional e de marca
  • De outro, há o poder financeiro quase ilimitado de grandes grupos chineses, capazes de manter prejuízos longos em troca de fatias do mercado futuro

O desfecho? Impossível cravar. Mas nunca houve tanta inquietação no setor.

E agora, para onde vai o delivery brasileiro?

Parece inegável que o delivery de comida no Brasil encara um novo capítulo. O modelo de quase monopólio está sendo questionado, enquanto consumidores, restaurantes e entregadores experimentam novas possibilidades e incertezas.

Para quem é empreendedor, gestor ou sonha em crescer nesse setor, entender tudo isso se tornou quase uma necessidade diária. A Chefia acompanha de perto cada mudança, trazendo orientação, ferramentas e insights para ajudar profissionais do setor de alimentação a navegar por esse cenário tão competitivo.

O jogo do delivery virou um tabuleiro em movimento.

Neste momento de transformação, ficar informado nunca foi tão relevante. Se você quer aprender, economizar e conectar seu negócio a tudo que há de mais atual em alimentação, aproveite para conhecer os recursos exclusivos da Chefia. Junte-se à nossa comunidade e lidere seu próprio caminho nessa revolução.

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